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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Do sonho dos que não dormem.

Faz um tempo que não posto algo poético por aqui.
Hoje então farei isso.
Aos que acompanham o blog, peço desculpas pelo período que fiquei sem postar.
Não estava bem, mas já estou a me recuperar.

Madrugada adentro, sou assombrado pelos mesmos devaneios de outrora.
Invadem-me como o vírus transmissor de invasores, que com deleite sugam minhas frustrações transformando-as em poesias frustradas. 
Oh, quão prazeroso mostra-se para eles este trabalho diário. 
Este vômito desenfreado de palavras que nada exprimem mas que almejam tudo exprimir. Pensamentos que desconectados conectam-me, e que livres me sufocam, libertando-me quando presos. Dicotomia constante em minha inconstância.
Devaneios da madrugada. 
Os mais puros, e complexos...por serem puros.
Talvez por na madrugada ficarmos sós, em meio ao sono dos que dormem.
Em meio ao silêncio da cidade que não para. 
Que nunca para.
O silêncio que traz a insanidade.
Que transforma palavras no mais doce sentimento.
Doce e incompreendido sentimento.
E do corpo transborda a necessidade de descanso.
Descanso também da mente, que funciona a cada instante.
Que faz pensar.
Que faz sonhar.
Que venha o sono então.
Que se faça o sonho então.


Por Roberta Sisto e Flávio Ranucci.