Hoje então farei isso.
Aos que acompanham o blog, peço desculpas pelo período que fiquei sem postar.
Não estava bem, mas já estou a me recuperar.
Madrugada adentro, sou assombrado pelos mesmos devaneios de outrora.
Invadem-me como o vírus transmissor de invasores, que com deleite sugam minhas frustrações transformando-as em poesias frustradas.
Oh, quão prazeroso mostra-se para eles este trabalho diário. Este vômito desenfreado de palavras que nada exprimem mas que almejam tudo exprimir. Pensamentos que desconectados conectam-me, e que livres me sufocam, libertando-me quando presos. Dicotomia constante em minha inconstância.
Devaneios da madrugada.
Os mais puros, e complexos...por serem puros.
Talvez por na madrugada ficarmos sós, em meio ao sono dos que dormem.
Em meio ao silêncio da cidade que não para.
Que nunca para.
O silêncio que traz a insanidade.
Que transforma palavras no mais doce sentimento.
Doce e incompreendido sentimento.
E do corpo transborda a necessidade de descanso.
Descanso também da mente, que funciona a cada instante.
Que faz pensar.
Que faz sonhar.
Que venha o sono então.
Que se faça o sonho então.
Por Roberta Sisto e Flávio Ranucci.