sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Do aroma das folhas e da brisa suave.

Tarefa difícil essa de falar da memória.
De fato, esta além de muita coisa.
Além do alfabeto mais belo, além do tempo que passou.
Remontar um jardim com os mais audaciosos perfumes, com as mais lindas cores...essa parte das cores confesso não dar muita atenção.
Reintegrar das cinzas carregadas pela brisa de uma noite qualquer.
Daquele gosto suave de um inverno que se foi.
Do aroma de café coado na hora,
Da melodia que ficou gravada na alma...
Tarefa difícil essa...
Passa-se uma noite inteira tentando, fantasiando, fugindo de qualquer banalidade.
Passa-se uma noite inteira sonhando...e nenhum sentido coloquial rouba a cena do crime.
Não precisa ter sentido...não precisa fazer sentido.
Já basta sentir.

Nota: Sim, eu sei que na foto falta algo em meus braços. Algumas vezes é preciso ensaiar a imaginação.

domingo, 20 de abril de 2014

De um titulo qualquer.

Feriado prolongado, em meu quarto, meu refúgio, fico a pensar.
Poderia por longas horas, ingerir os mais suculentos e famosos compostos de feniletilamina, em celebração ao próprio dia, mas a cá estou.
Descascando pensamentos, desnudando sentimentos, infringindo razões...Quebrando regras, desmoralizado, liberto, E MAIS NADA.
Posso ler Nietzsche e os três porquinhos, posso voar e constatar a gravidade, ouvir vozes que partiram, reviver o que se foi, minha cachorra, meus animais...amigos que já não vejo.
Posso escrever.
Falar de amor, de poesia, da volatilidade alcoólica, embasar uma teoria qualquer, falar de revolta, falar do tempo...
Redescubro meu espaço de segurança não concreta, ideias toscas e conceitos indefinidos.
Da imaginação de criança, do alvorecer e do entardecer, dos sonhos que estacionei...Da loucura inexpressiva.
Sobre tudo, sobre nada, intangível, incompreensível.
Até outro dia.

domingo, 16 de março de 2014

Do valor da amizade.

Pura e sincera, 
amável e singela.
Seja em uma tarde fria,
na noite que já não é mais dia,
ou em uma manhã de verão qualquer.
Pra curtir um sol na janela,
ou raspar chocolate na panela.
Perceber que afinidade,
não anula as divergências,
e nem sempre ameniza as diferenças.
O apoio moral,
um cartão de natal,
as intrigas e confusões,
momentâneas distrações.
Chorar por ter que partir,
emocionar-me ao vê-los seguir,
rumo ao horizonte sem fim.
E dar-me conta que,
um a um,
deixaram uma parte de si,
ao levarem um pedaço de mim.

Da qualidade vazia.

De nada existe além do vazio que resiste a constância de pensar diferente, se a mente vazia reflete nada, em palavras repetidas inconscientemente.
Inconsciente, de incoerente se faz, o vazio que preenche, expande em meu ser, por rimas repletas de nada existente.
Sem cor, sem alma, vazio somente.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

De mais um desabafo sobre o pior zoológico do mundo.

Bom, não serei hipócrita o bastante para apenas criticar zoológicos de forma generalizada, pois já visitei vários, mas confesso apresentar frustrações, ao me deparar com certas condições que alguns podem apresentar, inclusive dos quais visitei (e tive arrependimento).
Qual a importância de um zoológico?
A maior parte das pessoas acaba por analisar sob o aspecto cultural, que também é muito valido, pois ele esta ligado a aproximação com outras espécies animais, a obtenção de um certo respeito e interesse pela natureza, ao conhecer os diferentes hábitos e noções de preservação e conservação das espécies ali expostas. Além disso também pode ser interessante por mostrar de alguma forma o problema que representa para a natureza o trafico de animais silvestres, como quem vende (e captura) e quem compra estão envolvidos nessa jogada toda.
Um zoológico também pode ser uma importante instituição de pesquisa, de tratamento e reabilitação de animais ao ambiente natural, nesse caso quando são animais apreendidos por entidades ambientais, como o IBAMA, em casas, circos, ou em qualquer lugar onde os mesmos recebem maus tratos e são explorados sob condições minimas de alimentação e higiene.
É o caso do Surabaya, zoológico localizado na Indonésia, e que há anos eu venho acompanhando com muita indignação, assinando petições e divulgando para obter o maior numero de assinaturas possível. É realmente uma pena perceber que ele ainda funciona, não deveria ser apenas decretado o fechamento da instituição mas também a prisão dos responsáveis pela mesma.
Segue abaixo um link contando um pouco sobre o zoológico, com uma petição, que peço aos (poucos) leitores do blog para assinarem. O loucura de emergência é uma maneira de expressar e libertar o pensamento, em forma de opinião, poesia, ou qualquer que seja. Esse foi um desabafo.

http://diariodebiologia.com/2014/02/o-inferno-dos-animais-o-pior-zoologico-do-mundo-video/#.Uw3x6uNdUhV

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Instante distante.

Chuva molha,
Chuva olha,
transborda,
escorre,
suave memória.

Chuva vem,
Molha o seco,
Molha a alma,
refresca, meu bem,
traz a calma.

Molha o verde,
escorre no chão,
de solo fértil,
desaba em vão,
gotas incertas.

Brisa leve,
ecoa o vento,
vento de chuva,
que bate suave,
e para o tempo,
transborda o momento.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Excelência em essência.

Sabor matutino,
de aroma distante,
transcendente,
paraíso inquietante.

Libertino,
ecoa o instante,
desce suavemente,
quente, deslumbrante.

Café, café,
escuro, envolvente,
amargo ou suave,
como a noite, somente.

Café,
sonho sem sono,
crença sem fé,
libertino, amante,
envolvente, deslumbrante,
café.