sábado, 11 de outubro de 2014

De uma manhã qualquer.

Hoje o dia amanheceu com vontade de escrever,
Sem palavras concretas, sem sentido algum.
Expressar o inexpressivo,
Rememorar o esquecido.

Por linhas imperfeitas e letras repetidas,
Em frases malfeitas e versos sem efeito,
Dar corpo a ambiguidade,
Dar cor sem tonalidade.

Admirar o indefinido,
O padrão que desbotou,
Daquele verbo que não se conjugou.

Mera poesia que desabrocha,
Incerteza da alma,
Que voou sem saber o que viveu.
Que voou sem saber o que sonhou.









domingo, 5 de outubro de 2014

De um direito não democrático.


Bom, vamos lá, hoje é um dia político por si só.
Dia de postar-se em frente a uma caixinha eletrônica e digitar números que por 4 anos irão representar esse país que tanto amo.
Não só o país, mas as pessoas que nele vivem.
O problema maior é que números não representam pessoas. Pessoas representam pessoas.
Confesso que no momento preferia que meu cachorro me representasse, admito pensar que ele vale muito mais do que qualquer representante ali disponível.
Não, não é ódio mortal por algum candidato ali presente...é apenas como estou me sentindo no momento.
Por anos me considerei dentro dos parâmetros da ideologia de esquerda.
Hoje não mais...esquerda e direita não mais me representam.
Me tornei apartidário, e sinto tanto que para se fazer política o partido seja fundamental.
Você reconhece algo bom em uma pessoa, reconhece que as intenções dela são boas, sente que ela quer fazer o melhor, e dar o seu melhor... Mas por trás dela existe uma ideologia que filtra qualquer ação própria que possa ser tomada pelo candidato ao cargo.
Política é isso. Infelizmente!
Isso restringe qualquer opção decente, isso limita o poder de escolha de um povo.
Sou eu quem vou escolher em quem votar, mas não me sinto em uma democracia, apenas por ter direito ao voto.
Democracia sem opções que me agradam pra mim de nada vale.
Já me condenaram por eu assumidamente ser adepto ao voto nulo.
Não, eu não voto nulo em qualquer circunstancia, antes disso avalio os candidatos.
Se não vejo opções decentes, voto nulo, sem remorso, sem sentimento de culpa, sem consciência pesada... E sim, eu sei que o meu voto nulo não ira anular uma eleição, mas  não consigo optar por algo que eu não gosto, ou que me faz sentir nojo de mim mesmo. Isso não e democracia!!
Um sistema democrático, acima de tudo, deveria oportunizar a todas as classes, trabalhar a esperança das pessoas. E difícil viver e chamar de democracia um sistema corrompido e falho, difícil também ouvir que esse tal sistema e o que deu certo.
Acho que e isso, eu não vim aqui para afirmar veementemente que anularei todos os meus votos, não farei isso, e nem mesmo vim para fazer campanha a algum candidato, ou expor aqui minhas preferências. Não vim também para falar que não gosto de politica, que não me envolvo com politica. A politica existe em qualquer lugar, não da para brincar de esconde-esconde com ela.
Vim mesmo desabafar, por mais clichê que seja o desabafo. Afinal, criei esse espaço pra isso.
No fundo eu queria que o que melhor me representasse no momento fosse a palavra acreditar. Como queria...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Do aroma das folhas e da brisa suave.

Tarefa difícil essa de falar da memória.
De fato, esta além de muita coisa.
Além do alfabeto mais belo, além do tempo que passou.
Remontar um jardim com os mais audaciosos perfumes, com as mais lindas cores...essa parte das cores confesso não dar muita atenção.
Reintegrar das cinzas carregadas pela brisa de uma noite qualquer.
Daquele gosto suave de um inverno que se foi.
Do aroma de café coado na hora,
Da melodia que ficou gravada na alma...
Tarefa difícil essa...
Passa-se uma noite inteira tentando, fantasiando, fugindo de qualquer banalidade.
Passa-se uma noite inteira sonhando...e nenhum sentido coloquial rouba a cena do crime.
Não precisa ter sentido...não precisa fazer sentido.
Já basta sentir.

Nota: Sim, eu sei que na foto falta algo em meus braços. Algumas vezes é preciso ensaiar a imaginação.

domingo, 20 de abril de 2014

De um titulo qualquer.

Feriado prolongado, em meu quarto, meu refúgio, fico a pensar.
Poderia por longas horas, ingerir os mais suculentos e famosos compostos de feniletilamina, em celebração ao próprio dia, mas a cá estou.
Descascando pensamentos, desnudando sentimentos, infringindo razões...Quebrando regras, desmoralizado, liberto, E MAIS NADA.
Posso ler Nietzsche e os três porquinhos, posso voar e constatar a gravidade, ouvir vozes que partiram, reviver o que se foi, minha cachorra, meus animais...amigos que já não vejo.
Posso escrever.
Falar de amor, de poesia, da volatilidade alcoólica, embasar uma teoria qualquer, falar de revolta, falar do tempo...
Redescubro meu espaço de segurança não concreta, ideias toscas e conceitos indefinidos.
Da imaginação de criança, do alvorecer e do entardecer, dos sonhos que estacionei...Da loucura inexpressiva.
Sobre tudo, sobre nada, intangível, incompreensível.
Até outro dia.

domingo, 16 de março de 2014

Do valor da amizade.

Pura e sincera, 
amável e singela.
Seja em uma tarde fria,
na noite que já não é mais dia,
ou em uma manhã de verão qualquer.
Pra curtir um sol na janela,
ou raspar chocolate na panela.
Perceber que afinidade,
não anula as divergências,
e nem sempre ameniza as diferenças.
O apoio moral,
um cartão de natal,
as intrigas e confusões,
momentâneas distrações.
Chorar por ter que partir,
emocionar-me ao vê-los seguir,
rumo ao horizonte sem fim.
E dar-me conta que,
um a um,
deixaram uma parte de si,
ao levarem um pedaço de mim.

Da qualidade vazia.

De nada existe além do vazio que resiste a constância de pensar diferente, se a mente vazia reflete nada, em palavras repetidas inconscientemente.
Inconsciente, de incoerente se faz, o vazio que preenche, expande em meu ser, por rimas repletas de nada existente.
Sem cor, sem alma, vazio somente.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

De mais um desabafo sobre o pior zoológico do mundo.

Bom, não serei hipócrita o bastante para apenas criticar zoológicos de forma generalizada, pois já visitei vários, mas confesso apresentar frustrações, ao me deparar com certas condições que alguns podem apresentar, inclusive dos quais visitei (e tive arrependimento).
Qual a importância de um zoológico?
A maior parte das pessoas acaba por analisar sob o aspecto cultural, que também é muito valido, pois ele esta ligado a aproximação com outras espécies animais, a obtenção de um certo respeito e interesse pela natureza, ao conhecer os diferentes hábitos e noções de preservação e conservação das espécies ali expostas. Além disso também pode ser interessante por mostrar de alguma forma o problema que representa para a natureza o trafico de animais silvestres, como quem vende (e captura) e quem compra estão envolvidos nessa jogada toda.
Um zoológico também pode ser uma importante instituição de pesquisa, de tratamento e reabilitação de animais ao ambiente natural, nesse caso quando são animais apreendidos por entidades ambientais, como o IBAMA, em casas, circos, ou em qualquer lugar onde os mesmos recebem maus tratos e são explorados sob condições minimas de alimentação e higiene.
É o caso do Surabaya, zoológico localizado na Indonésia, e que há anos eu venho acompanhando com muita indignação, assinando petições e divulgando para obter o maior numero de assinaturas possível. É realmente uma pena perceber que ele ainda funciona, não deveria ser apenas decretado o fechamento da instituição mas também a prisão dos responsáveis pela mesma.
Segue abaixo um link contando um pouco sobre o zoológico, com uma petição, que peço aos (poucos) leitores do blog para assinarem. O loucura de emergência é uma maneira de expressar e libertar o pensamento, em forma de opinião, poesia, ou qualquer que seja. Esse foi um desabafo.

http://diariodebiologia.com/2014/02/o-inferno-dos-animais-o-pior-zoologico-do-mundo-video/#.Uw3x6uNdUhV