domingo, 20 de abril de 2014

De um titulo qualquer.

Feriado prolongado, em meu quarto, meu refúgio, fico a pensar.
Poderia por longas horas, ingerir os mais suculentos e famosos compostos de feniletilamina, em celebração ao próprio dia, mas a cá estou.
Descascando pensamentos, desnudando sentimentos, infringindo razões...Quebrando regras, desmoralizado, liberto, E MAIS NADA.
Posso ler Nietzsche e os três porquinhos, posso voar e constatar a gravidade, ouvir vozes que partiram, reviver o que se foi, minha cachorra, meus animais...amigos que já não vejo.
Posso escrever.
Falar de amor, de poesia, da volatilidade alcoólica, embasar uma teoria qualquer, falar de revolta, falar do tempo...
Redescubro meu espaço de segurança não concreta, ideias toscas e conceitos indefinidos.
Da imaginação de criança, do alvorecer e do entardecer, dos sonhos que estacionei...Da loucura inexpressiva.
Sobre tudo, sobre nada, intangível, incompreensível.
Até outro dia.

domingo, 16 de março de 2014

Do valor da amizade.

Pura e sincera, 
amável e singela.
Seja em uma tarde fria,
na noite que já não é mais dia,
ou em uma manhã de verão qualquer.
Pra curtir um sol na janela,
ou raspar chocolate na panela.
Perceber que afinidade,
não anula as divergências,
e nem sempre ameniza as diferenças.
O apoio moral,
um cartão de natal,
as intrigas e confusões,
momentâneas distrações.
Chorar por ter que partir,
emocionar-me ao vê-los seguir,
rumo ao horizonte sem fim.
E dar-me conta que,
um a um,
deixaram uma parte de si,
ao levarem um pedaço de mim.

Da qualidade vazia.

De nada existe além do vazio que resiste a constância de pensar diferente, se a mente vazia reflete nada, em palavras repetidas inconscientemente.
Inconsciente, de incoerente se faz, o vazio que preenche, expande em meu ser, por rimas repletas de nada existente.
Sem cor, sem alma, vazio somente.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

De mais um desabafo sobre o pior zoológico do mundo.

Bom, não serei hipócrita o bastante para apenas criticar zoológicos de forma generalizada, pois já visitei vários, mas confesso apresentar frustrações, ao me deparar com certas condições que alguns podem apresentar, inclusive dos quais visitei (e tive arrependimento).
Qual a importância de um zoológico?
A maior parte das pessoas acaba por analisar sob o aspecto cultural, que também é muito valido, pois ele esta ligado a aproximação com outras espécies animais, a obtenção de um certo respeito e interesse pela natureza, ao conhecer os diferentes hábitos e noções de preservação e conservação das espécies ali expostas. Além disso também pode ser interessante por mostrar de alguma forma o problema que representa para a natureza o trafico de animais silvestres, como quem vende (e captura) e quem compra estão envolvidos nessa jogada toda.
Um zoológico também pode ser uma importante instituição de pesquisa, de tratamento e reabilitação de animais ao ambiente natural, nesse caso quando são animais apreendidos por entidades ambientais, como o IBAMA, em casas, circos, ou em qualquer lugar onde os mesmos recebem maus tratos e são explorados sob condições minimas de alimentação e higiene.
É o caso do Surabaya, zoológico localizado na Indonésia, e que há anos eu venho acompanhando com muita indignação, assinando petições e divulgando para obter o maior numero de assinaturas possível. É realmente uma pena perceber que ele ainda funciona, não deveria ser apenas decretado o fechamento da instituição mas também a prisão dos responsáveis pela mesma.
Segue abaixo um link contando um pouco sobre o zoológico, com uma petição, que peço aos (poucos) leitores do blog para assinarem. O loucura de emergência é uma maneira de expressar e libertar o pensamento, em forma de opinião, poesia, ou qualquer que seja. Esse foi um desabafo.

http://diariodebiologia.com/2014/02/o-inferno-dos-animais-o-pior-zoologico-do-mundo-video/#.Uw3x6uNdUhV

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Instante distante.

Chuva molha,
Chuva olha,
transborda,
escorre,
suave memória.

Chuva vem,
Molha o seco,
Molha a alma,
refresca, meu bem,
traz a calma.

Molha o verde,
escorre no chão,
de solo fértil,
desaba em vão,
gotas incertas.

Brisa leve,
ecoa o vento,
vento de chuva,
que bate suave,
e para o tempo,
transborda o momento.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Excelência em essência.

Sabor matutino,
de aroma distante,
transcendente,
paraíso inquietante.

Libertino,
ecoa o instante,
desce suavemente,
quente, deslumbrante.

Café, café,
escuro, envolvente,
amargo ou suave,
como a noite, somente.

Café,
sonho sem sono,
crença sem fé,
libertino, amante,
envolvente, deslumbrante,
café.

domingo, 24 de novembro de 2013

Do retorno (daquilo que nunca partiu).

Esse não é um post polêmico como outros que por aqui passaram.
Não, também não é a manifestação de uma opinião, ou alguma informação científica (ou não) básica, ou uma poesia escrita por alguém que apenas aprecia a arte, mas jamais se considerou um artista.
É só um amontoado de palavras, por vezes sem sentido, que representam a volta de algo que nunca partiu.
Quando o Loucura de Emergência foi criado, existia um entusiasmo que trazia a inspiração necessária para mantê-lo relativamente ativo, por alguns meses.
A verdade é que esse entusiasmo nunca se foi.
Ele sobreviveu do racionalismo manifestado e da emoção reprimida, da falta de fé e de alguma esperança que um dia trouxeram a tona a ideia de escrever em um blog.
Sobreviveu do paradoxo que a incoerência atribui a sanidade.
Dos conceitos formais, do conhecimento acumulado e da ignorância infinita.
Esse pode ser o ultimo texto do ano, ou apenas um, de inúmeros que ainda virão nos poucos dias que restam.
Pode ser que o blog fique abandonado por outros longos meses, ou que sua atividade permaneça constante.
Não importa, esse é só um texto bobo e curto, que celebra o retorno de algo que sempre esteve no mesmo lugar.