Bom, hoje é quinta e como de costume é dia de música no nosso humilde bloguito.
Decidi que o tema da música de hoje será a clássica e formidável Revolution, do inesquecível grupo Beatles.
O que é a revolução?
Em suma a palavra pode ter vários significados, como no ramo astronômico que esta ligada ao movimento de corpos celestes no espaço.
Mas aqui na música em questão ela tem um sentido total de mudança, transformação.
A luta pela retirada de um poder ditador e opressor, a mudança de conceitos e costumes ligados a uma cultura, a própria transformação da sociedade decorrente da bandeira jovem de uma geração.
A revolução é o direito a reivindicação, é a mobilização de uma camada da sociedade que se percebe em estado de prejuízo.
Quando criança eu presenciei o primeiro processo de Impeachment da América Latina.
Esse o processo ocorreu em 1992 e caracterizou-se pela renuncia obrigatória do então presidente Fernando Collor de Mello por conta de esquemas de corrupção e trafico de influências.
Foi convocada uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso, que acabou por confirmá-lo.
Durante a investigação da CPI, a população foi as ruas, em geral jovens com rostos pintados pela palavra "FORA COLLOR".
Foi o movimento conhecido como "caras pintadas".
Mas é claro que além disso, a palavra revolução também esta associada ao termo guerra.
A reorganização de um estado e mudança no regime político pode trazer consequências drásticas em um mundo onde predomina o sistema capitalista.
Um dos nomes mais famosos ligado a revolução armada é o de Ernesto Rafael Guevara de la Serna (Che Guevara).
Che Guevara foi um dos lideres da revolução cubana nos anos 50, do qual estabeleceu um regime "comunista" no país.
Impulsionado pela ideia de luta armada revolucionária, ele instalou guerrilheiros em países da América Latina e foi capturado e morto pelo exercito boliviano em 1967.
Muito embora seja por alguns considerado um herói, rebelde, de espírito incorruptível, é visto por outros como criminoso, responsável por assassinatos em massa, e até mal gestor como ministro da industria (devido a sua própria visão política anticapitalista).
Revolução é a ideologia de um povo que começa a desabrochar.
É o espírito de luta que floresce na "alma" e liberta a mente.
Mas cada transformação atinge seu ápice e o extremismo acaba por levar a uma outra necessidade de mudança.
E nasce o sentimento, se estende noite a dentro, fantasiando a minha alma que de cético eu questiono a possibilidade de existir.
Quão provável seja a existência da alma, pensamento platônico, que a fugaz ilusão trabalha em mim.
Voltemo-nos ao sentimento, esse sim, de concreto logo penso a existência como fato tão consumado quanto o desejo de compreender de incompreensível que é.
Incompreensível sentimento que se estende noite a dentro e fantasia o que questiono realmente existir.
Atormenta-me a mente, enigma real, faz-me confuso frente ao fato de que já não sei quem sou.
Me rouba, faz-me em pedaços, e leva a consciência que o bom senso de perdido apodreceu.
Já nasceu o sentimento, obscuro e impreciso, se estende noite a dentro, na perfeita expressão do inexpressivo, paradoxa sensação.
Já me esqueço de pensar, sentimento, desloca-me a razão, transporta-me ilusão para onde jamais me imaginei estar.
Incompreendida expressão da inexpressiva sensação que toma a razão.
Bom, eu sei que hoje não é quinta e assim não é o dia da música da semana, mas quero aproveitar o tema para abordar também esse clássico do rock progressivo dos anos 70.
A educação é uma base de formação civil e intelectual pelo qual o
indivíduo deve passar.
O racionalismo humano traz a tona uma organização social complexa, o
que exige das pessoas esse processo contínuo de moralização adequado a
transformação de um conjunto de ordens imposto nessa organização.
A isso da-se o nome de cidadania.
A exerção da cidadania esta ligada portanto a adequação do indivíduo
a vivência social, mas também a capacidade do mesmo em transformar o sistema ao
qual esta submetido, e é dever da família e do estado promoverem esse processo
de formação e adaptação.
Com base nisso e nos processos de ensino e aprendizagem, a escola tem
o papel fundamental de preparar o indivíduo para a vida. Para o mundo.
O sistema de ensino apresenta diferentes tendências que se ramificam
em vertentes relacionadas ao modelo sócio-econômico de uma cultura propriamente dita.
A música em questão, muito boa e clássica da banda Pink Floyd faz uma
crítica ao modelo tradicional pedagógico.
Esse sistema pedagógico em suma é voltado a simples adequação do
indivíduo dentro de uma sociedade de
classes.
Por conta disso é visto como uma forma de alienar a “massa” uma vez
que restringe o processo de ensino a preparação do indivíduo a desenvolver um
papel na sociedade que no geral é baseada na propriedade privada dos meios de
produção.
Sendo assim esse é um modelo propriamente capitalista, pois segue uma
tendência pedagógica liberal.
A educação tradicional no geral transmite a imagem do professor como
mentor, dono do saber, e o educando enquanto ouvinte e aprendiz.
No início dos anos 60, Paulo Freire deu início a uma tendência
pedagógica progressista.
Enquanto a pedagogia liberal propõe a adaptação do indivíduo a
sociedade de classes, a pedagogia progressista pressupõe também uma análise crítica do
sistema capitalista.
Dentro desse modelo o aluno não tem mais o simples papel de ouvinte,
mas de colaborador no processo de ensino, e por de alguma forma fazer
com que o aluno pense, e desenvolva um senso crítico essa pedagogia é também
chamada de “ libertadora”.
Mesmo com a mudança de ideais que ocorrem ao longo do tempo, a pedagogia
liberal ainda apresenta grande influência como modelo de ensino, sempre
deixando transparecer o sistema predominante que governa o mundo.
Nos últimos tempos a educação brasileira tomou um outro rumo, cobra-se
mais das instituições de ensino (em especial o ensino público), do que da
própria família quanto a formação dos jovens.
Isso é o reflexo mais claro de uma inversão de valores eminente.
O professor nesse caso toma caráter de um profissional multifuncional,
o que contribui para uma desvalorização da classe e consequente decadência da
qualidade do sistema de ensino no país.
Por conta dessa inversão de valores, a temática é um sistema de ensino
público integral, onde o jovem passará maior quantidade do tempo na escola do
que na própria casa, junto dos pais.
Sem falar que a estrutura e o modelo no país esta muito longe do adequado para comportar um sistema de ensino público integral.
Esse é o mesmo modelo de educação que “empurra” o aluno para frente,
sem que o mesmo tenha recebido a preparação adequada para encarar a sociedade
com olhos analíticos e questionadores.
É mais fácil governar pessoas submissas, do que subversivas.
Uma educação baseada na quantidade de pessoas formadas, e não na
qualidade de formação.
Um sistema baseado em números, que combate o analfabetismo, com o “analfabetismo
funcional”, que transforma a escola em uma espécie de refugio e entretenimento
para o aluno, e não um ambiente de trabalho e aprendizagem.
Viver em meio a essa realidade faz o professor sentir-se escravo de um sistema manipulador e reacionário, o que o leva a desilusão de uma carreira idealizada com sonho e expectativa.
Hoje, sem delongas, a Música de Quinta é um dos grandes clássicos da história da música dos últimos tempos, e na minha opinião, sem medo de errar ao afirmar isso, a melhor música do mundo.
Enfim, aproveitem essa dança de ritmos e volumes que é considerada por vários a obra prima de Sirs Jimmy Page e Robert Plant, quarta faixa do lendário Led Zeppelin IV (claro, meu albúm favorito também).
Inspiração que já se foi,
dizia ela não mais voltar.
Deixou uma sombra de imaginação,
que foi embora sem desabrochar.
E da ausência resta o vazio,
obscuro, sombrio.
Vazio perpetuamente,
consome vazio o corpo frio.
Frio sem vitalidade,
vazio de inspiração.
Inspiração que já se foi,
deixando sóbrio de razão.
Agora escassa imaginação,
não escreve nada mais.
Perdida de razão,
a mente sem inspiração,
esvai aos poucos,
morre em vão.
Em muitas vezes existe um certo conflito entre ciência e religião no que se refere a existência ou não de uma uma entidade suprema que faz parte do modo de vida universal, desde a criação do universo até o fim dos tempos. Por um lado as evidências científicas indicam que o universo e a vida surgiram por teorias diversas que sempre remontam a bilhões e milhões de anos atrás, respectivamente. Tal fato contradiz as teorias criacionistas, como por exemplo a famosa história bíblica do livro Gênesis, do surgimento do mundo e dos animais em sete dias e da vida de Adão e Eva, por onde toda a humanidade surgiu.
Mas além do "alfa", existem também muitas especulações quanto ao "ômega". Na crença popular, após uma vida de dedicação as doutrinas religiosas uma pessoa ganha o direito de viver eternamente no reino dos céus, ou reencarnam em uma forma de vida relativa ao seu comportamento na vida anterior. Existem várias vertentes quanto a isso, de maneira que a maioria das crenças ocidentais é baseada na vida eterna, enquanto que as crenças orientais são mais voltadas ao princípio da reencarnação. Assim sendo, as primeiras são baseadas numa forma de vida linear, onde o reino de Deus é atingível (como o cristianismo e o judaísmo) e as orientais é baseada na forma de transição cíclica, onde as divindades são inatingíveis (como o budismo e o hinduísmo).
Pelo princípio da maior religião, que é o cristianismo, muitas pessoas se apegam a um dogma de vivência segundo os mandamentos de Deus passados aos seguidores de Cristo muito antes de seu nascimento por Moisés do Egito (Bíblia - livro Êxodo) e também aos ensinamentos do Filho, que foi o messias ou, em uma visão sabelianista o próprio Deus vivo que demonstrou a um grupo de discípulos como as pessoas deveriam agir para poder ascender ao reino dos céus após a morte. Esse grupo de discípulos e as escrituras sagradas fizeram parte da disseminação da ordem que hoje prolifera grande parte do mundo, a chamada Tradição Divina.
Em termos científicos, ao fim da vida o metabolismo cessa e consequentemente todas as funções corporais acabam, dando fim a vida ali, de maneira irreversível e plena. Porém não existem indícios de que a partir disto exista atividade extra corpórea, visto que esse é um assunto que a ciência não consegue explicar e fica fora de mão o uso da sua base mais fundamental, que é o experimento em si.
O físico e filósofo francês Blaise Pascal porém possuía uma tendência de pensamento que reunia as duas bases de pensamento, científica e criacionista. Utilizando dos seus princípios matemáticos de probabilidade, Pascal afirmava no seu livro Pensamentos (Pensées) que acreditar em Deus seria uma alternativa mais vantajosa do que não acreditar, ou seja, apostar que Deus existe é melhor do que apostar que Ele não exista. Segundo esse princípio, Pascal pensava na atribuição de valores, como segue:
- Se uma pessoa vive sem acreditar em Deus, e Ele não existir, ela morre certa, porém imparcial;
- Se a pessoa não acredita em Deus, e Ele de fato existir, ela morrerá errada e terá uma grande perda;
- Se a pessoa acredita em Deus, e Ele não existir, ela morrerá errada, porém imparcial;
- Se a pessoa acredita em Deus e Ele existir, ela morrerá certa e terá um grande ganho.
Pascal era teólogo e matemático também, e por tal afirmava que, em conclusão a sua tese, a probabilidade de Deus existir é em suma a mesma de não existir, porém as consequências favorecem a quem Nele acredita, ou seja, é mais vantajoso "apostar" na Sua existência.
Apesar disto, Pascal ali não considera a fé como uma vertente, o que é o princípio da base teológica, sendo a fé a crença em algo abstrato, apenas baseada na Tradição Divina e cultura em geral passada de geração em geração. Na verdade, o princípio de Pascal é basicamente uma "fé artificial", baseada inteiramente nas bases bíblicas da crença ou descrença que acarreta na vida eterna ou punição, respectivamente integradas as bases lógicas e matemáticas da probabilidade.