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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Da Música de Quinta #8

Bom, hoje é quinta e como de costume é dia de música no nosso humilde bloguito.
Decidi que o tema da música de hoje será a clássica e formidável Revolution, do inesquecível grupo Beatles.
O que é a revolução?
Em suma a palavra pode ter vários significados, como no ramo astronômico que esta ligada ao movimento de corpos celestes no espaço.
Mas aqui na música em questão ela tem um sentido total de mudança, transformação.
A luta pela retirada de um poder ditador e opressor, a mudança de conceitos e costumes ligados a uma cultura, a própria transformação da sociedade decorrente da bandeira jovem de uma geração.
A revolução é o direito a reivindicação, é a mobilização de uma camada da sociedade que se percebe em estado de prejuízo.
Quando criança eu presenciei o primeiro processo de Impeachment da América Latina.
Esse o processo ocorreu em 1992 e caracterizou-se pela renuncia obrigatória do então presidente Fernando Collor de Mello por conta de esquemas de corrupção e trafico de influências.
Foi convocada uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso, que acabou por confirmá-lo.
Durante a investigação da CPI, a população foi as ruas, em geral jovens com rostos pintados pela palavra "FORA COLLOR".
Foi o movimento conhecido como "caras pintadas".
Mas é claro que além disso, a palavra revolução também esta associada ao termo guerra.
A reorganização de um estado e mudança no regime político pode trazer consequências drásticas em um mundo onde predomina o sistema capitalista.
Um dos nomes mais famosos ligado a revolução armada  é o de Ernesto Rafael Guevara de la Serna (Che Guevara).
Che Guevara foi um dos lideres da revolução cubana nos anos 50, do qual estabeleceu um regime "comunista" no país.
Impulsionado pela ideia de luta armada revolucionária, ele instalou guerrilheiros em países da América Latina e foi capturado e morto pelo exercito boliviano em 1967.
Muito embora seja por alguns considerado um herói, rebelde, de espírito incorruptível, é visto por outros como criminoso, responsável por assassinatos em massa, e até mal gestor como ministro da industria (devido a sua própria visão política anticapitalista).
Revolução é a ideologia de um povo que começa a desabrochar.
É o espírito de luta que floresce na "alma" e liberta a mente.
Mas cada transformação atinge seu ápice e o extremismo acaba por levar a uma outra necessidade de mudança.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Do modelo de ensino e seu papel formador.


Bom, eu sei que hoje não é quinta e assim não é o dia da música da semana, mas quero aproveitar o tema para abordar também esse clássico do rock progressivo dos anos 70.
A educação é uma base de formação civil e intelectual pelo qual o indivíduo deve passar.
O racionalismo humano traz a tona uma organização social complexa, o que exige das pessoas esse processo contínuo de moralização adequado a transformação de um conjunto de ordens imposto nessa organização.
A isso da-se o nome de cidadania.
A exerção da cidadania esta ligada portanto a adequação do indivíduo a vivência social, mas também a capacidade do mesmo em transformar o sistema ao qual esta submetido, e é dever da família e do estado promoverem esse processo de formação e adaptação.
Com base nisso e nos processos de ensino e aprendizagem, a escola tem o papel fundamental de preparar o indivíduo para a vida. Para o mundo.
O sistema de ensino apresenta diferentes tendências que se ramificam em vertentes relacionadas ao modelo sócio-econômico de uma cultura propriamente dita.
A música em questão, muito boa e clássica da banda Pink Floyd faz uma crítica ao modelo tradicional pedagógico.
Esse sistema pedagógico em suma é voltado a simples adequação do indivíduo dentro de uma  sociedade de classes.
Por conta disso é visto como uma forma de alienar a “massa” uma vez que restringe o processo de ensino a preparação do indivíduo a desenvolver um papel na sociedade que no geral é baseada na propriedade privada dos meios de produção.
Sendo assim esse é um modelo propriamente capitalista, pois segue uma tendência pedagógica liberal.
A educação tradicional no geral transmite a imagem do professor como mentor, dono do saber, e o educando enquanto ouvinte e aprendiz.
No início dos anos 60, Paulo Freire deu início a uma tendência pedagógica progressista.
Enquanto a pedagogia liberal propõe a adaptação do indivíduo a sociedade de classes, a pedagogia progressista pressupõe também uma análise crítica do sistema capitalista.
Dentro desse modelo o aluno não tem mais o simples papel de ouvinte, mas de colaborador no processo de ensino, e por de alguma forma fazer com que o aluno pense, e desenvolva um senso crítico essa pedagogia é também chamada de “ libertadora”.
Mesmo com a mudança de ideais que ocorrem ao longo do tempo, a pedagogia liberal ainda apresenta grande influência como modelo de ensino, sempre deixando transparecer o sistema predominante que governa o mundo.
Nos últimos tempos a educação brasileira tomou um outro rumo, cobra-se mais das instituições de ensino (em especial o ensino público), do que da própria família quanto a formação dos jovens.
Isso é o reflexo mais claro de uma inversão de valores eminente.
O professor nesse caso toma caráter de um profissional multifuncional, o que contribui para uma desvalorização da classe e consequente decadência da qualidade do sistema de ensino no país.
Por conta dessa inversão de valores, a temática é um sistema de ensino público integral, onde o jovem passará maior quantidade do tempo na escola do que na própria casa, junto dos pais.
Sem falar que a estrutura e o modelo no país esta muito longe do adequado para comportar um sistema de ensino público integral.
Esse é o mesmo modelo de educação que “empurra” o aluno para frente, sem que o mesmo tenha recebido a preparação adequada para encarar a sociedade com olhos analíticos e questionadores.
É mais fácil governar pessoas submissas, do que subversivas.
Uma educação baseada na quantidade de pessoas formadas, e não na qualidade de formação.
Um sistema baseado em números, que combate o analfabetismo, com o “analfabetismo funcional”, que transforma a escola em uma espécie de refugio e entretenimento para o aluno, e não um ambiente de trabalho e aprendizagem.
Viver em meio a essa realidade faz o professor sentir-se escravo de um sistema manipulador e reacionário,  o que o leva a desilusão de uma carreira idealizada com sonho e expectativa.




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Da música de quinta #5 e o rock raiz

Baseado no conto sobre o rock, hoje eu vou falar brevemente sobre o seu berço de maneira menos fantasiosa. O rock foi um gênero que surgiu como uma vertente do blues, do country e do R&B (rhythm et blues) em volta da década de 50, e passou a integrar diversas outras vertentes ao longo dos anos subseqüentes. Assim como toda vertente moderna, o rock também foi alvo de críticas e maus olhares no início de seu surgimento – caso que até hoje é percebido nas melhores famílias com pessoas de mais idade. O fato é que foi um movimento musical tão revolucionário que hoje em dia é praticamente impossível se pensar em música sem que o termo não nos passe a mente. Nomes como Elvis Presley, Chuck Berry e Jimi Hendrix foram consagrados na história desse estilo como sendo seus pioneiros. A partir de então foram surgindo bandas que se encarregaram de espalhar o bom nome do rock ao mundo, como os clássicos Beatles, Led Zeppelin, The Who, The Cream, Kiss dentre várias.

Muitas pessoas que acompanham ou acompanharam a evolução desse estilo acreditam que as melhores bandas surgiram e brilharam até a década de 70, marcando a era do rock raiz. Digo isto pois me incluo nesse grupo, apesar de ter nascido em 1991. Não digo que não houve música boa depois disso, muito pelo contrário. A maioria das músicas de minha playlist é feita de músicas da década de 70 a 90. Apenas acredito que os melhores mesmo foram os que dominaram o mundo com seus riffs e acordes incríveis, suas ótimas letras e seus estilos únicos que contribuíram muito para os diversos gostos de rock de nossa geração.

Visto o texto de hoje, vou postar uma música de rock raiz em homenagem a esse estilo que tanto nos anima quando mais precisamos. Long live rock n’ roll!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Da lenda de sangue.

Fortalecido por mitos, algo pode ultrapassar a barreira do tempo, e sobreviver as adaptações de cada geração.
Assim é uma lenda.
Caminhando por séculos e espalhando fascínio.
Imortal é a lenda.
Desde tempos bastante remotos, um personagem sangrento ocupa o seu lugar em meio a diferentes culturas, instigando a curiosidade, e provocando o medo.
Em sua essência o vampiro é um personagem folclórico principalmente de culturas europeias e asiáticas.
Uma criatura demoníaca, morto vivo, sugador de sangue que levanta de seu túmulo ou caixão a noite para alimentar-se de sangue humano.
A vítima gradualmente transforma-se em vampiro após a morte.
Em geral algumas características fazem parte da tradição dos vampiros, dentre elas a intolerância a luz do sol e crucifixo, o que torna o vampiro uma criatura das trevas, obscura e amedrontadora.
Acredita-se que a lenda dos vampiros, ganhou muita força desde a época medieval, em decorrência do predomínio de uma doença, que provocava uma queda na quantidade de sangue de uma pessoa, gerando desequilíbrios psicológicos, levando o doente psicótico a alimentar-se de sangue de outros animais.
Hoje faz-se relação entre essa doença medieval e a Porfiria, anomalia genética rara, onde um constituinte da hemoglobina (importante proteína encontrada nas hemácias e que transporta o oxigênio através da corrente sanguínea para outras partes do corpo) não é produzido corretamente, gerando dentre outros sintomas, distúrbios mentais, alterações de personalidade, sensibilidade a luz...
Anos mais tarde a raiva também gerou grande impacto para a difusão da história dos vampiros. Afetando o sistema nervoso central, essa doença viral gera principalmente o retardo mental do indivíduo.
O doente de raiva pode ser levado a morder outras pessoas, e possui hipersensibilidade a luz, reflexo, odores fortes e água (por isso é também chamada de doença hidrofóbica).
Alguns personagens ganharam fama de vampiro ao longo da história, como o cruel conde romeno chamado Vlad Tepes, que governou uma região denominada Valaquia, em meados do século XV, muito conhecido pelas punições a que submetia seus prisioneiros.
Registros contam que entre seus atos de tortura, o principal era o empalamento das pessoas, por vezes famílias inteiras.
Reza a lenda que Vlad ao anoitecer saboreava seu pão molhado ao sangue de suas vítimas.
Vlad é dono do Famoso mito do Conde Drácula, o príncipe das trevas.
Conta-se que entre seus atos hediondos, Vlad conseguiu acabar com a pobreza em 1 dia, convidando todos os miseráveis do reino para jantar, e ao chegarem, Vlad trancou-os em um local e ateou fogo.
Isabel Bathory ou Elisabete foi uma Condessa Hungara que viveu entre os séculos XVI e XVII, e também ganhou muita repercussão, devido a seus atos cruéis.
Diz-se que o notório sadismo ia desde punição a aqueles que infringiam suas regras ditadas, até sua obsessão pela beleza.
Despia seus empregados e fazia-os caminharem na neve, cobria o corpo de suas vitimas com mel e os deixava a merce de insetos...Tinha como empregados principalmente mulheres jovens.
Segundo a lenda certa vez Elisabete estava a ser penteada por uma de suas empregadas jovens. Acidentalmente esta puxou seu cabelo, e foi quando a condessa virou-se e espancou a criada.
Com sangue da jovem nas mãos Elisabete esfregou e passou ao rosto, tendo a impressão que aquele liquido viscoso lhe rejuvenescia.
Após esse incidente, ela passou a banhar-se em sangue dos seus prisioneiros.
Com isso, Elisabete ficou conhecida como "condessa de sangue"
Conta o mito dos vampiros que o personagem bíblico Caim, como punição por assassinar seu irmão Abel, foi transformado em uma criatura horrenda, imortal, que perambula pelo mundo. É dado a Caim o título de primeiro vampiro da história.
Com o passar do tempo, a superstição transferiu os vampiros para a literatura, com livros de grande sucesso como o Drácula de Bram Stoker, personagens de quadrinhos, onde acabou por ganhar uma certa fama de fofinho e bonzinho, jogos de RPG, e a gloriosa sétima arte com filmes que marcaram época, como Nosferatu na década de 20, Drácula, filmado na década de 30 e muito bem refilmado mais recentemente, Entrevista com o vampiro nos anos 90 (filme fantástico), garotos perdidos (nostálgico), e muitos outros.
Atualmente, acredito eu, os vampiros encontram-se em baixa, devido a própria adequação do contexto social ao mito, dando ao personagem um caráter mais romântico, e encobrindo toda aquela essência obscura e magnifica da própria lenda.
Nada contra adaptações, acho sim que as coisas precisam mudar, de acordo com o que o público pede, entretanto acho que isso deve ser feito de forma cautelosa, para que a tradição não se apague, e não desagrade aqueles que tanto apreciam a versão original de um personagem tão fantástico.
 Mas, como tudo possui um lado positivo, essa adaptação pode também ser vista como uma forma de incentivo a leitura pelos adolescentes.







quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Da História do Cinema

Já que o chefe ainda não voltou de viagem, cabe a mim a tarefa de trazer-lhes o conteúdo deste bloguito mais uma vez, rs. Hoje vou falar brevemente da história de uma das artes que mais me encantam: o Cinema. Vamos lá!

Com o passar dos milênios, a arte começou se desenvolver em vários aspectos nas suas sete vertentes, as famosas sete artes, a saber: pintura, música, literatura, escultura, teatro, dança e cinema. Como já disse, neste post em especial darei ênfase na história deste último.

Desde os tempos mais remotos o homem decidiu representar em forma de desenhos a vida que levava a fim de registro ou por motivos ritualísticos. Isto é relatado de cavernas que até os dias de hoje apresentam pinturas rupestres em suas paredes. Os homens utilizavam de pedras ou chifres para riscar as gravuras, ou de uma tinta composta a base de argila, sangue e excrementos de animais. Ao longo do tempo a vontade de representar o movimento foi gerando várias vertentes, sendo a principal delas o teatro.

Por volta de 5000 a.C. surgiu na China uma dessas vertentes que era chamada de jogo de sombras. Isso consistia na representação de uma história a partir da projeção da sombra dos atores e de objetos sobre uma tela de linho branca. Este teatro de sombras é considerado um dos mais antigos precursores do cinema.

Por volta do século XIX os estudos sobre a análise do movimento foram bastante explorados, sendo o grande nome dessa base de foco o físico inglês Peter Roget, que em 1824 publicou um artigo na qual explanava que a retina possui a capacidade de reter a imagem em uma fração de segundo. Dessa forma uma sequencia de imagens que possuam uma continuidade visual e se alternam rapidamente podem formar uma percepção de movimento. Assim surgia a animação.

O primeiro aparelho que representava esse fenômeno de animação foi inventado em 1831, pelos doutores Joseph A. Plateau e Simon Rittrer. Tratava-se de um objeto constituído por um disco e 16 imagens contínuas, de maneira que ao girar o disco o movimento poderia ser perceptível. A este objeto deram o nome de fenacistoscópio. Alguns anos mais tarde o fotógrafo Eadweard Muybridge continuou o legado das animações com suas sequências de fotografias e imagens. Muybridge foi um dos grandes nomes da história do cinema, pois além de seus trabalhos com animações diversas também foi o precursor da película utilizada para passar os filmes.

Fenacistoscópio de "A Couple Waltzing" por Eadweard Muybridge, 1893

Em 1889 Willian Dickson, assistente do famoso inventor Thomas Edison construiu o cinetoscópio, uma máquina com várias engrenagens e rolos de películas de celulóide com imagens que era possível observar em movimento através de uma abertura. Black Maria (1890) foi um filme criado por Edison no cinetoscópio e considerado o primeiro filme da história do cinema. Edison tentou sincronizar um aparelho de som ao invento, porém sem sucesso. Além disso, apenas um espectador poderia ver o filme por vez.

Filme em cinetoscópio "Anne Oakley" por Thomas Edison, 1894

O problema de exibição pública foi resolvido em não muito tempo depois. Em 1895 os irmãos franceses Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, que consistia de uma máquina movida a manivela que projetava imagens de películas sob uma superfície visível a quem quisesse. Em 27 de dezembro do mesmo ano os irmãos Lumière realizaram a primeira exibição pública dos seus filmes, sendo o mais famoso o "Chegada do Trem a Estação" que impressionou os 33 espectadores que o assistiam. Nascia ali a sétima arte: o cinema.

"L'arrivée d'un Train en Gare de la Ciotat" por Auguste e Louis Lumière, 1895

Com o passar dos tempos, vários cineastas foram surgindo e o cinema mudo explodia em todos os cantos do planeta. Vários documentários, filmes e seriados foram produzidos no início do século XX. Em Hollywood, distrito de Los Angeles nos Estados Unidos surgiam as primeiras grandes indústrias cinematográficas, como a Keystone Company (de  Mack Sennett, que descobriu os talentos Charles Chaplin e Buster Keaton), a Famous Players (atual Paramont) e a Fox Films Corp. Até os tempos atuais Hollywood é considerado o maior polo cinematográfico do mundo.

Na década de 20 vários gêneros de filmes começavam a ganhar fama, como comédia, drama, policial e western. A comédia foi bastante popularizada por Charles Chaplin, que com um ótimo treinamento de mímica representava cenas de um desastrado no cotidiano. Em 1928, Walt Disney criou o primeiro desenho com som em sincronia.

"Mickey Mouse: Steamboat Willie" de Walt Disney, 1928

Na década de 30 o cinema falado foi a grande bola da vez. Os filmes foram cada vez mais aclamados e surgiram vários novos gêneros, como os musicais e desenhos animados. Durante o regime de guerra os nazistas chegaram a utilizar o cinema como maneira de publicidade do movimento na europa, com filmes que retratavam seus interesses e ideais. Depois da guerra, o cinema ressurge mais forte do que nunca, com o surgimento dos cinemas novos.

Desde os meados do século XX vários filmes foram surgindo, e com eles vieram os clássicos também. Nomes como Martin Scorsese, Stanley Kubrick, Francis Ford Coppola, Woody Allen, Terrence Mallick, George Lucas, Alfred Hitchcock, Steven Spielberg, Tim Burton, Clint Eastwood, Robert Altman, Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Roger Avary entre vários são considerados os melhores diretores de todos os tempos. Suas produções e roteiros são registros de uma ótima evolução desta nobre arte.

Fontes de pesquisa

ITP - Tisch School of the Arts. History of animation. Disponível em http://itp.nyu.edu/~mp51/methodsofmotion/historyofanim.html

Webcine. História do cinema. Disponível em http://www.webcine.com.br/historia.htm

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Do sonho de voar

Desde os primórdios da nova humanidade e com o passar do tempo a vida limitada apenas à superfície terrestre começava a ficar entediante. Por tal, a maior façanha que um homem poderia realizar é a de tirar os pés do chão e “andar” pelos ares, como os pássaros e demais animais alados, pois dessa forma poderia encarar a realidade de todos os lugares por um angulo mais tridimensional.

Esse caso é relatado desde tempos bastante antigos, como na mitologia grega. Conta uma das lendas que um construtor ateniense chamado Dédalo foi convocado por Minos, rei de Creta para construir um labirinto que serviria de prisão para a famosa besta mitológica Minotauro. A fim de castigo pela morte de seu filho Androgeu, Minos decidiu sacrificar sete homens e sete garotas anualmente para alimentar o Minotauro. Quando Dédalo ajudou Teseu, um dos confinados de Minos, a escapar do labirinto com a ajuda de um rolo de fio, o rei se enfureceu e prendeu o construtor junto com seu filho Ícaro dentro do próprio labirinto, que de tão complexo era difícil de escapar até mesmo para Dédalo. Contudo, com sua brilhante mente, o construtor inventou um par de asas feitas com armações de madeira incrementadas com penas de aves e cera, e junto com seu filho partiram do labirinto voando. A sensação de voar era de tamanho júbilo para o jovem Ícaro que, fascinado pela dádiva e no fervor do momento começou a subir mais e mais para apreciar o mundo com seus olhos nas maiores alturas que pudesse atingir. Porém conforme se aproximava do sol, a cera das armações começou a derreter e as penas foram sendo perdidas uma a uma, até que então perdeu a estabilidade e caiu, se afogando no mar Egeu. Dédalo ficou inconsolado pela morte do filho e deu o nome da ilha onde pousara de Icária.

Além da mitologia, há também relatos históricos sobre as façanhas do vôo. A partir dos relatos de estudos de Arquimedes, que descobriu que os objetos podem flutuar sobre a água que demais estudiosos passaram a focar na sustentação dos objetos no ar, visto que este também é um fluído.

Helicóptero de da Vinci
No século XV, Leonardo da Vinci começou a dar ênfase dos seus estudos para a criação de uma máquina capaz de fazer uma pessoa voar. Com isso, desenvolveu dois tipos de máquina: o ornitóptero, que consistia de uma esteira equipada com duas asas artificiais que, teoricamente, quando batidas alçariam voo; e o helicóptero, cujo princípio era baseado na propulsão de ar para baixo a partir do movimento de hélices, que projetaria a máquina no sentido contrário. Estas invenções não saíram do papel, porém serviram como base e modelo para a criação das aeronaves modernas.

Nos primórdios do século XVIII, o padre português Bartolomeu de Gusmão inventou o primeiro aeróstato (aeronaves mais leves que o ar), sendo um balão de ar quente batizado de Passarola. A partir daí vários balões foram criados, porém todos dependiam da ação dos ventos para seguir o seu destino. Somente em meados do século XIX o francês Henri Giffard construiu o primeiro aeróstato dirigível, mais tarde batizados de zeppelins, uma vez que a invenção foi disseminada pela europa pelo conde alemão Ferdinand von Zeppelin.

Os dirigíveis viraram a onda do momento, para fins bélicos de início e posteriormente para transporte, até que uma série de acidentes começou a ser constatada, o que fez com que as autoridades limitaram sua utilização. Com estas leis impostas sobre os aeróstatos, vários inventores começaram a repensar em aeronaves mais pesadas que o ar dando atenção aos princípios de da Vinci. Várias tentativas frustradas a frente e chegamos até meados do século XIX, com Otto Lilienthal, um inventor alemão que desenvolveu vários planadores ao longo de sua vida e realizou voos de vários metros ininterruptamente até sua morte em um acidente aéreo.

14-Bis de Dumont
Concomitantemente à época de Lilienthal, alguns inventores buscavam criar a máquina de voo perfeita, porém não obtiveram sucesso no aspecto de carregar uma pessoa com a aeronave. Anos mais tarde, os irmãos Wright realizaram o que seria o primeiro voo com uma aeronave mais pesada que o ar. Porém, há controvérsias quanto ao fato de terem voado mesmo ou não, sendo que alguns creditam a façanha ao brasileiro Alberto Santos Dumont, que em 1906 realizou um voo em Paris, testemunhado pelo público, com a aeronave 14-Bis.

Ao longo da história, vários homens por si só tentaram a façanha de voar através de objetos feitos sob o molde de asas de aves, quirópteros e demais apetrechos. Porém, isso só trouxe várias fatalidades registradas, como o caso recente do padre paranaense Adelir de Carli, que em um ato falho de falta de preparação se lançou ao ar em 2008, sustentado por vários balões contendo gás hélio e acabou falecendo, perdido na costa por desvios ocasionados por condições climáticas.

O que vem ao caso é que graças ao estudo e desenvolvimento de vários estudiosos e inventores ao longo da história hoje em dia é possível que o homem viaje por vários meios pelos ares, podendo chegar a algum local distante em questão de minutos. Graças a isso, hoje em dia não somos mais limitados a superfície.

“Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar.”
Leonardo da Vinci

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Da pena de morte em um modelo de justiça.

Registros contam que há mais de 2400 anos atrás, existiu um ateniense conhecido como Sócrates.
Sócrates foi condenado a morte por “corromper” os jovens, questionando a cultura grega da época, em especial os Deuses cultuados, e assim, abrindo espaço para a dúvida e uma visão mais racionalista sobre o mundo.
Cerca de 400 anos depois, registros contam o nascimento de um israelita chamado Jesus Cristo, que dizia ser o filho de Deus, e teria vindo ao mundo para salvar a humanidade dos pecados.
Jesus teria sido torturado e crucificado pelos romanos por volta do ano 33.
Alguns séculos mais tarde com a difusão do cristianismo principalmente na região européia veio um período denominado idade média, que se caracterizou pelo nascimento de uma instituição radical e manipuladora.
Ao longo desse período surgiu a inquisição europeia, que chamava de herege aquele que questionava o padrão e os ideais de pensamento estabelecidos pela igreja e pelo estado, de modo que condenava a tortura ou (e) a mrte aqueles que praticavam a heresia.
Nesse período o racionalismo científico foi extremamente restrito, só voltando ao auge séculos mais tarde, com um movimento denominado iluminismo, também conhecido como era da razão.
A pena de morte existe desde a antiguidade, como forma de punição aquilo que consideravam crimes hediondos para a cultura e a sociedade, como a traição ao sistema.
Atualmente ela é parte do modelo de justiça de alguns países, para punir crimes como assassinatos.
Com base nisso, levanto as seguintes questões:
A pena de morte, pode estatisticamente mostrar “bons” resultados em países desenvolvidos, mas teria ela o mesmo efeito em qualquer parte do mundo?
Pode-se chamar de “justiça” o direito do estado de punir com a morte um criminoso?
O que é a tão falada justiça?
Em suma justiça pode ser considerada quase que uma utopia, que idealiza valores cultivados em um sistema social.
Palavras como piedade e sensatez, trazem a tona os princípios que abrangem a ética e a moral humana.
Sob um ponto de vista, a pena de morte existe, para reduzir os gastos do estado, ao confinar um indivíduo por décadas, cumprindo uma pena pelo crime que cometeu.
Pode também surtir como solução para a redução da população carcerária.
Mas isso pode ser moralmente aceito?
Mesmo para um crime repugnante, como o estupro seguido pela morte da vítima, seria essa a punição mais adequada?
Poderia um crime ser punido com outra “forma de crime”?
A prisão não deve ser vista como um ambiente onde o indivíduo pagara pelos crimes que cometeu contra a sociedade, mas sim o local onde ocorrerá sua readequação ao convívio social, onde ele receberá o tratamento adequado para a reforma do seu caráter.
Pode ser utópico, e demasiadamente idealista o pensamento de “readequação social” de um indivíduo, mas talvez seja o que melhor se encaixe ao conceito de justiça que tentamos acreditar.
Sem falar que em um mundo deturpado, a justiça é corrompida, de modo que muitas vezes um inocente acaba por pagar pelo crime que não cometeu.
Deve-se considerar que um crime muitas vezes esta ligado a fatores decorrentes da própria condição de desigualdade social determinada pelo sistema que controla o mundo.
Deve-se analisar até onde vai à concepção de “punição” dada a alguém que cometeu um crime.
Não defendo o criminoso, acho sim que ele deve pagar de alguma forma pelo que fez, mas trabalhando para a sociedade enquanto cumpre sua pena, não para reduzir seus anos de cumprimento, mas para reintegrar sua dignidade perdida.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Do ecocídio rapanui e da importância de preservar os recursos naturais

Eu já tinha um post escrito para hoje, mas aproveitando que o assunto do momento por aqui é sustentabilidade, vou falar um pouco sobre a história da Ilha de Páscoa e sua civilização sucumbida pela própria agricultura de caráter extremamente extrativista. Essa idéia surgiu de uma aula com o prof. PhD. Efraim Rodrigues, da UEL.

A Ilha de Páscoa é uma província chilena localizada na Polinésia oriental, descoberta em 1722 pelo navegador holandês Jakob Roggeveen. Este se viu impressionado ao embarcar na ilha pela presença das famosas estátuas de pedra gigantescas que por lá existiam, os moais. A presença de tais menires só poderia evidenciar que uma vasta população por ali deveria ter habitado, porém não era a situação da ilha. Conforme o tempo foi passando, a ilha começou a ficar mais deserta, e tal fato é explicado pela escassez de alimento.

Através de relatos de historiadores e arqueólogos, muita pesquisa foi feita sobre a província. Por muitos anos os nativos da Ilha de Páscoa, a civilização rapanui, praticaram uma agricultura que visava apenas o simples plantio e colheita do alimento, principalmente de batata-doce. Eles obtiveram fartas produtividades a princípio, visto que as terras da ilha eram férteis devido ao favorecimento da formação pedológica e derramamento basáltico dos vulcões. Porém, paradoxalmente, conforme a população da ilha aumentava a demanda por alimento também crescia e se tornava escassa, de maneira que a partir de um momento já não existia alimento para todos e a ilha ficava menos populosa. Além do alimento, a extração de madeira também aumentava, visto que os nativos precisavam construir mais casas e barcos. Dessa forma a terra ficava exposta as intempéries climáticas, resultando em graves problemas de erosão.

Seguindo esse manejo de âmbito completamente extrativista, uma série de fatores fez com que as terras rapanuis já não fossem mais férteis e com isso a população foi drasticamente reduzida.

A história é um semblante do que o mundo inteiro hoje pode passar futuramente se não cuidar de seus recursos naturais. A civilização rapanui não é muito diferente da civilização global, visto o uso intensivo das terras sem o devido manejo e também no descontrolado desmatamento de áreas ambientais, como bacias e biomas. Por tal são realizados programas, disciplinas, teses e demais estudos baseados no acompanhamento desses recursos, de conservação e preservação, que resultam em conferências e códigos como os vistos no post anterior.

Por mais que existam vertentes contra a teoria do ecocídio rapanui, como o surgimento de pragas trazidas por colonizadores e condições climáticas desfavoráveis, a premissa é bastante válida no sentido de abrir os olhos da sociedade extrativista e fazer com que busquem estratégias adequadas de manejo de suas terras, pois existe um grande potencial de produção das áreas agricultáveis de todo mundo que poderia ser explorado a vontade.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Do futuro e da capacidade de prevê-lo.


É possível prever o futuro?
Existe um destino traçado para a vida das pessoas?
A astrologia é tida como uma crença, possuindo registros desde o terceiro milênio A.C. que relaciona a posição dos astros como fator determinante da personalidade de um indivíduo, bem como da orientação do seu próprio futuro.
É a partir dela que é trabalhado o horóscopo natal, baseando-se na época do ano em que a pessoa nasce, e os eventos astronômicos como a posição dos planetas e do sol referentes a mesma.
Apesar de sua importância nas diferentes culturas, a astrologia é hoje considerada uma pseudociência, por não possuir uma base de fundamentos sólidos para justificar seus métodos.
Na verdade, à medida que o conhecimento se expande com o avanço científico muita coisa perde o valor e significado que um dia teve, adquirindo assim um caráter apenas histórico e mitológico.
Com os trabalhos realizados pelo monge pesquisador Gregor Mendel no século XIX, e que tiveram reconhecimento apenas anos mais tarde após a sua morte, com descobertas como a do DNA, essa questão foi de certa forma desmascarada (ainda mais), considerando que a partir daí, as características de um indivíduo, como a personalidade, são influenciadas pela genética, e fatores externos, como o ambiente social que a pessoa integra. A física também traz suas objeções a astrologia, mostrando com o tempo, que certos fatores astronômicos não possuem um padrão, ou organização tão concreta.
A civilização Maia até certo ponto de sua existência utilizou um calendário conhecido como calendário de contagem longa mesoamericano,  onde terminava sua contagem em um ponto correspondente ao ano de 2012, em nosso calendário ocidental contemporâneo, compreendendo assim, que 2012 ocorreria o fechamento de um ciclo de 5.125 anos. 
A partir dai, teorias relativas a eventos cataclismáticos e transformadores foram levantadas, relacionando um alinhamento planetário nessa época, bem como inversão dos polos magnéticos da Terra, e outros fatores.
Existem também ideias relativas ao começo de uma nova era, de transformação espiritual, e consciência.
Muito embora a civilização Maia possuísse um conhecimento astronômico bastante avançado, não havia uma base concreta para tal afirmação, se não simples observações e deduções sem muita coerência científica.
É fato que o planeta Terra já passou por inúmeras transformações, o que levou a ocorrência de eventos que provocaram cinco principais extinções em massa, cada qual em um período específico da história do planeta.
A extinção é considerada um evento natural (com exceção da extinção induzida pelo ser humano) pois essa determina a seleção dos seres vivos mais aptos a sobrevivência, e assim, é a chave mestra para o processo evolutivo. Dessa forma, ela abre nichos para o surgimento e expansão de novas espécies, restabelecendo o equilíbrio no planeta.
Por exemplo, peguemos a 65 milhões de anos atrás, no período Cretáceo, a famosa extinção de répteis dominantes na Terra, provocada possivelmente pelo impacto catastrófico de um asteroide, o que abriu espaço para a evolução de grupos menores de seres vivos, tais como mamíferos, peixes, e outros que de alguma maneira sobreviveram e se expandiram no que restou do planeta.
Analisando a história, e a natureza temos a certeza de que outras transformações ainda estão por vir em nosso sistema, sejam elas aceleradas pela audácia humana, ou lentas e naturais. 
Muito embora existam registros de um super aquecimento do planeta, da falta de recursos indispensáveis para a vida, como a água, é cedo para afirmar o pouco (ou muito) tempo que ainda resta para que tais transformações cheguem a seu limite de tempo.
Com o embasamento científico de hoje, sabe-se que dificilmente uma profecia do fim do mundo teria um valor real, entretanto, cabe a humanidade repensar o modo como atua e interfere nos processos que a  natureza determina.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

De um conto sobre o Rock.


Aproveitando o dia que postarei a música da semana, deixo aqui um conto sobre um dos estilos musicais mais influentes.
Nem toda história possui um final feliz.
Isso é característico de contos infantis, onde a magia e a fantasia são trabalhadas para construir a fé e a esperança. Essa história não é um conto de princesas que são salvas por príncipes, ou cavaleiros que despertam belas adormecidas.
Eram meados da década de 1940 e o velho Blues, assolado pelas transformações que vinham a ocorrer em sua época estava cansado.
Apresentava freqüentes acessos de raiva e loucura, seus amigos Jaz, Folk e Música clássica tentavam reconfortá-lo, mas sem sucesso.
Seu país havia ganho a guerra, mas ele Sabia que outra já estava por vir.  Conhecia as tendências da espécie humana, sabia que formas distintas de governar o mundo gerariam disputas desenfreadas, rivalidades, pois onde existia ganância jamais existiria paz.
Foi a aproximação com uma jovem dançante, que trouxe de volta para Blues a esperança perdida.
Seu nome era Country, e os dois eram separados pela diferença de estilo. Mas era época de mudanças, e a distinção se transformara no próprio encanto, que logo evoluiria para paixão.
Da união entre Blues e Country, nascia um belo garoto que viria a conquistar o mundo e as gerações. Seu nome era Rock.
Em conseqüência do tempo, Rock crescia e a sua rebeldia crescia junto de si.
Rebeldia e estilo, que a princípio não eram muito aceitas no meio em que foi criado.
Com grande influência de Blues, Rock tornara-se idealista, fez publicidade e percorreu o mundo oferecendo seus produtos.
Divulgou produtos como a revolução, que poderia mudar o rumo que as coisas tomavam.
Sua maleabilidade contribuía para que adaptasse facilmente os produtos a ideais de vida e costumes de uma geração. Oferecia a anarquia como solução para grupos onde a indignação e revolta contra o sistema predominavam. Oferecia a liberdade, como o produto ideal da paz.
Mais tarde, Rock seria taxado como uma influência para o consumo de drogas e as pessoas relacionariam seu estilo de vida com palavras fortes e impactantes. Sexo, drogas e rock n’ roll.
Ao longo dos anos, conheceu diversas culturas, cada qual com uma bandeira, uma maneira de enxergar o mundo e, com isso acabou por tornar sua maneira de ser muito diversificada, criando várias personalidades de acordo com o contexto dos variados grupos com as quais trabalhava.
Alguns obscuros em demasia, o que fazia com que Rock divulgasse produtos como a morte e o medo.
Sua identidade passou a ser comparada ao satanismo e Rock começou a divulgar um outro produto. A depressão.
Com o tempo, Rock foi perdendo seu brilho, talvez por deixar de procurar o produto certo a oferecer, ou talvez por não mais encontrar ideais dignos a serem cortejados por seus formidáveis produtos.
Talvez ele apenas esteja adequado a bandeira contemporânea, pobre em perspectivas e pouco utópica. Talvez ele esteja morrendo lentamente por desgosto.
Talvez tenha apenas adormecido, para recompor suas energias, a espera de um momento   propício para voltar a viver.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Da guerra e da paz.

Qual o maior ideal da paz?
Estabelecer o respeito entre diferentes valores e culturas?
Unificar o mundo em uma só concepção de princípios?
Estabelecer um sistema de governo justo e digno?
Qual  verdadeira causa da guerra?
Questões pertinentes a uma reflexão profunda em um mundo movido pela ganancia e discórdia.
É de costume, sempre se pensar em uma frase para definir tal tema que assola a humanidade, desde que essa mesma se tornou humanidade.
Nossos ancestrais mais recentes já promoviam grandes lutas e disputas por território, entretanto, foi com o surgimento de um cérebro mais "evoluído"  que as batalhas tomaram um sentido real de caos, perda, aniquilação...
Soa paradoxal o fato de que uma mentalidade mais organizada e diversificada possa ter trazido tais sentidos a tona.
A guerra usa nitidamente (desculpa esfarrapada) as divergências socioculturais como uma de suas principais razões.
Esconde por trás de panos escuros interesses politico-econômicos, sistemas de governo rígidos, obscuros, imperialistas e... mesquinhos.
É de se admitir que, de forma indireta, uma das maiores mentes do século XX idealizou aquilo que seria uma das maiores catástrofes do mundo contemporâneo ("tudo mudou, menos o espirito humano").
É de se admitir que a guerra sempre contribuiu para o avanço tecnológico.
É de se admitir que esse mesmo avanço tecnológico envolve o mundo com a miséria e a desigualdade.
É de se admitir que a paz é uma utopia, em um mundo corrompido.

"É da busca pela paz, que nasce a necessidade da guerra." (Flávio Ranucci Pinheiro)