Trata-se de mais uma das peripécias da ciência em busca de aumentar o tempo de vida estimado para a espécie humana.
Cientistas da universidade da califórnia do norte foram capazes de aumentar em dez vezes o tempo de vida estimado para uma espécie de bactéria, e garantem que o método pode apresentar bons resultados também nos seres humanos.
O método se resume na manipulação genética e mudança na dieta, visando a ingestão de menor quantidade de calorias.
Segundo pesquisas, isso pode aumentar a expectativa de vida humana para 800 anos.
A biotecnologia é realmente uma área fascinante.
Com certeza esta nela a esperança de tratamento eficaz e cura para as mais diversificadas doenças que despertam o medo e a angustia, como doenças neurodegenerativas, câncer, SIDA (prefiro referir-me assim ao falar da AIDS), trouxe a tona as vacinas como método eficaz para prevenção de doenças virais, além de transformar o mundo com a transgenia, clonagem, projeto genoma, e outras inovações que nos surpreendem e nos prestigiam com o assombro de um futuro incerto.
A possibilidade de aumento da expectativa de vida humana é um tema deslumbrante.
Nele esta envolvido o nosso próprio desejo pela imortalidade.
Todos lá no fundo, guardam qualquer tipo de sensação em relação a imortalidade, seja ela desejo ou medo.
Todos lá no fundo desejam ter sempre por perto as pessoas que ama.Quem nunca desejou ter uma vida mais longa, para que se pudesse fazer tudo o que planejou e idealizou?
Quem nunca desejou ter vivido em outros tempos, para presenciar acontecimentos formidáveis?
É...por essa perspectiva a longevidade seria uma dádiva.
Mas analisemos por um aspecto ético.
A Terra chegaria ao extremo de uma superpopulação, caso não houvesse um controle de natalidade rigoroso.
Sim, as crianças já não mais seriam donas do futuro, visto que a média de nascimentos deveria ser drasticamente reduzida.
Assim sendo, talvez viveríamos em um mundo carente da esperança infantil, dos sonhos, da fantasia...e mesmo assim, o controle populacional seria algo utópico.
Um controle de natalidade rigoroso apenas adiaria em algumas décadas o fardo de a Terra tornar-se um planeta superpopuloso.
E no decorrer das décadas, ainda existiria espaço para todos?
Quais seriam as alternativas?
A exploração espacial?
Como se lidaria com a questão do desemprego, que por tendência aumentaria em nível extremo, visto a média da população adulta do planeta?
Outros problemas eminentes seriam a poluição e a inevitável degradação dos diferentes ecossistemas, devido a necessidade de maior espaço para uma civilização desenfreada.
Com certeza a fauna e a flora pagariam um preço muito alto por um desleixe ambicioso.
Existiria alimento para todos?
Com certeza a teoria de Thomas Malthus se concretizaria em pouco tempo, visto que a produção de alimentos não acompanharia o índice populacional.
Doenças como a depressão cresceriam de forma tão acelerada e desordenada como a própria população.
O aumento do tempo de vida humano corresponderia sim a um progresso científico de grandeza imensurável.
Mas também nos toma a uma reflexão profunda sobre as causas e consequências de uma expectativa de vida tão longa.
Longevidade?
Um sonho?
Até que ponto?
Aquilo que parece bom, nem sempre o é! ótimo texto! :DD
ResponderExcluirCom certeza Roberta, tudo deve ser analisado frente a diferentes perspectivas, antes de ser tratado como ideal.
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