domingo, 3 de fevereiro de 2013

De uma reflexão sobre fé e razão.


A moral se define na condição do indivíduo quanto ao aspecto do caráter, englobando seus princípios e valores de conduta.
Dentre outros fatores, acredito ser a fé uma das bases de sustentação moral.
A necessidade de crença reflete a própria carência de esperança, para encarar a vida dentro de um contexto existencial caótico.
A fé é um dos requisitos para fazer da existência algo tolerável.
É de costume determinar à consciência dois pontos de apoio. 
A fé e a razão.
Estima-se um equilíbrio entre os dois para um “bom funcionamento da consciência”, enquanto ferramenta fundamental para a índole da pessoa.
É claro que nesse aspecto, fé e razão acabam por tomar sentidos bastante distintos, e que necessitam de uma forma de concílio.
Entre a fé e o racionalismo situam-se duas maneiras diferentes de se lidar com o conhecimento, o que leva a divergência entre princípios científicos e religiosos.
Certas questões exigem maneiras específicas a ser trabalhadas.
Não acredito ser função da ciência realizar estudos para determinar a existência da alma, ou de anjos, ou mesmo de vida após a morte.
Tais questões fogem ao padrão empírico científico, e devem elas ser restritas ao lado espiritual, trabalhado pela fé.
Tanto o ceticismo como a alienação são extremos formados pela maneira errônea de se analisar e compreender a natureza das questões e dilemas morais que envolvem a vida.


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