A moral se define na condição do indivíduo quanto ao aspecto do caráter, englobando seus princípios e valores de conduta.
Dentre outros fatores, acredito ser a fé uma das bases de sustentação
moral.
A necessidade de crença reflete a própria carência de esperança, para
encarar a vida dentro de um contexto existencial caótico.
A fé é um dos requisitos para fazer da existência algo tolerável.
A fé e a
razão.
Estima-se um equilíbrio entre os dois para um “bom funcionamento da
consciência”, enquanto ferramenta fundamental para a índole da pessoa.
É claro que nesse aspecto, fé e razão acabam por tomar sentidos
bastante distintos, e que necessitam de uma forma de concílio.
Entre a fé e o racionalismo situam-se duas maneiras diferentes de se
lidar com o conhecimento, o que leva a divergência entre princípios científicos e
religiosos.
Certas questões exigem maneiras específicas a ser trabalhadas.
Não acredito ser função da ciência realizar estudos para determinar a
existência da alma, ou de anjos, ou mesmo de vida após a morte.
Tais questões fogem ao padrão empírico científico, e devem elas ser
restritas ao lado espiritual, trabalhado pela fé.
Tanto o ceticismo como a alienação são extremos formados pela maneira errônea de se analisar e compreender a natureza das questões e dilemas morais
que envolvem a vida.

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